ONDE INVESTIR NO 2º TURNO DAS ELEIÇÕES?

O Representante de Classe

Para entender onde investir no 2º turno das eleições, eu te convido a relembrar como você escolhia o melhor candidato na escola para ser o representante da turma.

Nesse momento de eleições polarizadas, onde só existe Lula e Bolsonaro, me veio essa lembrança da época de escola.

Em geral, os alunos com as melhores propostas dificilmente eram escolhidos. Recordo-me que o vencedor era eleito por ser o mais bonito, o mais popular, o mais descolado, o mais engraçado, etc.

O problema é que essas qualidades não eram indicadores de que o candidato era honesto, imparcial ou que tinha capacidade para representar a vontade da classe diante dos professores.

Onde Investir no 2º das eleições

O que mudou para saber onde investir no 2º turno?

Crescemos, mas continuamos decidindo o político de forma infantil. Escolhemos candidatos por características que não dizem respeito a sua capacidade de ser um bom político, ou seja, votamos cheios de emoção e vazios de razão.

Uma simples pesquisa no Google e você irá concluir que o que mudou foi a quantidade de dinheiro roubado, mas os escândalos de corrupção estão sempre presentes, infelizmente.

Os esquemas de sempre

Uma análise na linha do tempo dos presidenciáveis e você entenderá como a corrupção sempre esteve presente no Brasil.  

  • José Sarney (1985–1990): Enfrentou investigações e denúncias sobre direcionamento em licitações da Ferrovia Norte-Sul e distribuição de concessões de rádio e TV em troca de votos na Constituinte.
  • Fernando Collor (1990–1992): Envolvimento direto no esquema de arrecadação de propinas comandado por seu tesoureiro, PC Farias, o que resultou em seu processo de impeachment.
  • Itamar Franco (1992–1995): Embora não tenha sido alvo pessoal de acusações de desvio, seu governo foi abalado pelo escândalo dos Anões do Orçamento no Congresso e investigações sobre auxiliares diretos, como o chefe da Casa Civil.
  • Fernando Henrique Cardoso (1995–2002): Denúncias de compra de votos de parlamentares para a aprovação da Emenda da Reeleição em 1997, além de suspeitas no processo de privatizações e no projeto Sivam.
  • Luiz Inácio Lula da Silva (2003–2010; 2023–presente): Crises políticas durante o governo com o escândalo do Mensalão, além de denúncias, prisões e condenações no âmbito da Operação Lava Jato (posteriormente anuladas pelo STF por incompetência de foro e suspeição do juiz).
  • Dilma Rousseff (2011–2016): Seu mandato foi impactado pelos desdobramentos da Lava Jato em contratos de estatais e no financiamento eleitoral de campanhas, culminando no impeachment por infrações à Lei de Responsabilidade Fiscal (“pedaladas fiscais”).
  • Michel Temer (2016–2018): Alvo direto de denúncias da PGR no exercício do mandato por corrupção passiva e organização criminosa, decorrentes de gravações e delações do grupo J&F/JBS e apurações sobre o setor portuário.
  • Jair Bolsonaro (2019–2022): Alvo de inquéritos e denúncias diretas da Polícia Federal e da PGR, incluindo o caso da apropriação e venda de joias do acervo de Estado, fraudes em certificados de vacina e suspeitas apuradas na CPI da Covid.

Quarenta anos se passaram e praticamente nada mudou. O que esperar do próximo presidente a partir de 2027, sendo Lula ou Flávio Bolsonaro, exceto a chance de existir ainda mais escândalos?

E você? Depois de tantos anos de roubos, vai continuar acreditando nas mesmas ideologias? Faço um convite para você pensar fora da caixa e saber onde investir do 2º turno das eleições. 

Esquerda ou direita

Independentemente do seu posicionamento político, você tem contas para pagar e precisa ter um plano para se aposentar já que o INSS está cada vez mais falido. Sendo assim, não há problema ter lado político.

O erro acontece quando você acredita cegamente que tudo vai melhorar (ou piorar) sem cuidar primeiro da sua vida financeira já que político nenhum irá te sustentar. Concorda?

Nesse sentido, tenha em mente que a esquerda tende a gastar mais pensando em políticas sociais. Em contrapartida, a direita segue uma linha de austeridade fiscal ou controle dos gastos para gerar superavit, olhando para o país como uma empresa.

Ambos devem existir

O ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, em um discurso na Câmara dos Comuns, em 1947, disse a famosa frase: “A democracia é o pior dos regimes políticos, com exceção de todos os outros que foram experimentados ao longo da história”.

Essa famosa reflexão nos diz que a democracia não é perfeita, mas quando comparada a outros regimes é a menos pior. Portanto, é importante entender que esquerda e a direita são necessárias e que políticas sociais e capitalistas também. Ambas fazem parte do crescimento de um país.

Onde Investir no 2º turno das eleições?

Você precisa assumir que essa pergunta deve ser respondida de forma imparcial. Portanto, tente ignorar por um momento suas convicções políticas e jogue de acordo com as regras do mercado.

Em primeiro lugar, não arrisque seu dinheiro se não tiver uma estratégia clara de longo prazo. Dinheiro não é o fim, mas o meio para realizar seus objetivos. Se você quiser suporte para criar esse planejamento e receber meu acompanhamento mensalmente, fale comigo aqui.

Em segundo lugar, as chances do Flávio Bolsonaro  vencer as eleições são maiores. Além disso, quase 80% das vagas do senado ficaram com a direita e uma boa quantidade de deputados também foi eleita na câmara.

Onde investir no 2º turno das eleições, considerando apenas essas informações? Como todo bom investidor, você nunca deve apostar todos os seus ovos em uma única cesta.

Sendo assim, o ideal seria começar a montar uma carteira de investimento em ativos de renda variável como ações, ETFs e FIIs, sempre de acordo com seus objetivos de curto, médio e longo prazo. Outra opção para arriscar seria comprando títulos IPCA+ de longo prazo para ganhar com a marcação a mercado.

Você me pergunta por que estou sugerindo essas opções de investimento e a resposta é simples. Quando a perspectiva de que o governo será mais responsável com os gastos, as taxas de juros começam a cair, a renda fixa fica menos atraente e o mercado vai em busca de investimentos com melhores retornos.

Tem certeza?

Claro que eu não tenho certeza, se tivesse estaria bilionário. Há outros fatores que podem influenciar nessa minha tese como condições climáticas, conflitos no exterior e a própria insegurança jurídica e política no Brasil.

É por isso que é importante investir no 2º turno das eleições sem colocar em risco a sua saúde financeira e psicológica. Utilize o dinheiro que não irá precisar no médio prazo já que, caso a direita seja eleita, teremos quatro anos de governo para vivenciar.

E se Lula vencer?

Caso isso aconteça, já sabemos como o governo irá se comportar porque já são mais de 20 anos no poder. A novidade é uma possível oposição mais ferrenha, mas todos conhecemos bem a dinâmica política no país, certo? São acordos e negociatas que colocam a população em segundo plano, infelizmente.

Eu não recomendo investimentos em renda variável, caso você esteja convicto de que a esquerda irá vencer (apesar das pesquisas dizerem o contrário). Logo, concentrar seus investimentos em renda fixa como tesouro selic e pós fixados é uma estratégia mais confortável para o seu caso.

O que importa no 2º turno da eleições

Na segunda-feira após o segundo turno a vida continuará normalmente seja lá quem for o presidente eleito. Pelo que vimos, a chance de novos esquemas de corrupção surgirem são altíssimas e a única pessoa que pode mudar o rumo da sua vida financeira é você.

Na realidade, se você não fizer nada, tudo irá ficar mais caro. Seu dinheiro mal investido irá perder valor e sua qualidade de vida irá diminuir e, talvez, nunca pare de trabalhar porque precisa pagar as contas.

Apenas comece a construção de patrimônio por meio dos investimentos seja você de esquerda ou de direita.

Até a próxima e bons investimentos no 2º turno das eleições.